O Artesão da Palavra

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A um Poeta – Olavo Bilac

Publicado por cleuzanog em Janeiro 30, 2009

A Um Poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma de disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

Um pouco sobre o autor:
Patrono do Serviço Militar – “Se todas as pessoas usufruem das benesses da Pátria, nada mais justo que participem de sua defesa.

Natural do Rio de Janeiro, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, filho de Delfina de Paula dos Guimarães Bilac e do Dr. Brás Martins dos Guimarães Bilac, nasceu dia 06 de dezembro de 1865. Contemporâneo de Machado de Assis, Alberto de Oliveira, Coelho Neto e José do Patrocínio, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Escreveu a letra do Hino à Bandeira.
Em uma homenagem oferecida a ele em dezembro de 1907, disse: “O que estais, como brasileiros, louvando e premiando nesta sala, é o trabalho árduo, fecundo, revolucionário, corajoso da geração literária a que pertenço, e o papel definido, preciso, dominante, que essa geração conquistou, com o seu labor, para o homem de letras, no seio da civilização brasileira.
“Que fizemos nós? Fizemos isto: transformamos o que era até então um passatempo, um divertimento, naquilo que é hoje uma profissão, um culto, um sacerdócio; estabelecemos um preço para o nosso trabalho, porque fizemos desse trabalho uma necessidade primordial da vida moral e da civilização da nossa terra…”
Em 1907 foi eleito “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, num concurso patrocinado pela revista Fon-Fon.
O grande amor de Bilac foi Amélia de Oliveira, irmã do poeta Alberto de Oliveira. Porém, Olavo Bilac não se casou e nem teve filhos, mas interessou-se pela educação infantil. Escreveu diversos livros escolares, ora sozinho, ora em co-autoria com Coelho Neto ou com Manuel Bonfim. Por causa de seu envolvimento político, esteve preso e resolveu exilar-se em Minas Gerais, até que a situação política se acalmasse no Rio de Janeiro.
O Príncipe dos Poetas morreu em 1918.

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Literatura

Publicado por cleuzanog em Janeiro 30, 2009

Arte Retórica e Arte Poética

“O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo fato de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso (pois se a obra de Heródoto houvesse sido composta em verso, nem por isso deixaria de ser obra de história, figurando ou não o metro nela). Diferem entre si porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido.
Por tal motivo a poesia é mais filosófica e de caráter mais elevado que a história, porque a poesia permanece no universal e a história estuda apenas o particular. O universal é o que tal categoria de homens diz ou faz em tais circunstâncias, segundo o verossímil e o necessário”. Aristóteles
“A qualidade peculiar de um tolo é perceber os defeitos dos outros e esquecer os próprios”. – Cícero

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Bem Vindo!

Publicado por cleuzanog em Janeiro 30, 2009

escrita

Aprender a escrever é aprender a pensar. Saber comunicar nossa ideia é uma arte que precisa ser aprendida.

Para escrever bem não basta conhecer as regras gramaticais, nem ter um vasto vocabulário. É necessário aprender a pensar. Aprender a encontrar as ideias e concatená-las.

Antes de tudo, devemos entender que quando escrevemos estamos comunicando uma crença, um sentimento, uma apreciação, um fato, um juízo, através da escrita. Isto pressupõe um leitor. O leitor deve apreender exatamente o que queremos comunicar.

Neste blog abordaremos algumas ferramentas para disciplinar o raciocínio e estimular o espírito de observação dos fatos.  Também daremos dicas sobre métodos de pesquisa e regras gramaticais.

Este blog não pretende ser um tratado do nosso vernáculo.

Lapidar as palavras e transformá-las em verdadeiras joias (bem dispostas no texto de forma a traduzir o pensamento e publicar as ideias) é o que busca todo  artesão da palavra.

 

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Hello world!

Publicado por cleuzanog em Janeiro 27, 2009

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